Combine as cores para mudar o astral da casa

By on novembro 26, 2012

Apure o olhar e descubra quais tons lhe trazem bem-estar

Quando o assunto é cor, não existem respostas prontas. Embora seja possível listar alguns critérios objetivos, a decisão é per¬meada também por aspectos subjetivos, baseados em nossas preferências individuais. “Cada pessoa tem a sua própria composição harmônica de cores”, ensina a arquiteta Lilian Ried Miller Barros, fundadora do Universo da Cor – Centro de Estudos e Pesquisas sobre as Cores, em São Paulo. “Pergunto ao cliente que tom lhe agrada. E procuro ser fiel a ele para não fazer só o que eu gosto”, conta a arquiteta Cristina Bozian. Uma forma de começar a entrar nesse universo é procurar perceber os efeitos aos quais estão associados. De modo geral, os matizes quentes (amarelos, laranjas e vermelhos) produzem ambientes aconchegantes, enquanto os frios (verdes e azuis) transmitem impessoalidade. Em compensação, oferecem uma sensação refrescante, sempre bem-vinda nos climas em que o calor não costuma dar trégua. “Um dos recursos mais baratos e de maior efeito na decoração é a cor”, aprova o arquiteto Léo Romano, que costuma usá-la para imprimir personalidade a seus projetos. Cenário de festas e reuniões entre amigos, sua ampla sala de estar é repleta de móveis e objetos coloridos, como uma coleção de seis poltronas assinadas por Jorge Zalszupin revestidas de diferentes estampas. “Gosto de criar uma atmosfera alegre e divertida. As cores ajudam nisso.” Apartamentos pequenos pedem uma dose de cautela: as nuances fortes se tornam opressivas, pois parecem reduzir o espaço físico. Nesse caso, o melhor é optar por tons claros e reservar os mais vibrantes para, no máximo, uma parede.

Todas as combinações são possíveis

“O que determina se serão boas ou ruins é a saturação”, define Lilian. Um exemplo: em intensidade máxima, o azul e o laranja lado a lado provocam um contraste forte, cansativo para a visão. Uma saída é ressaltar o azul e suavizar o laranja, em combinações que puxem para o marrom ou o bege. Ou criar uma transição suave, intercalando os dois extremos com neutros. Branco, preto, bege, marrom e cinza são alguns desses curingas. “Costumo usá-los nos elementos de arquitetura, como piso e paredes, e jogar a cor no mobiliário, evitando grandes contrastes”, diz a arquiteta Regina Adorno. “A menos que o cliente me peça um sofá vermelho. Aí penso toda a casa em função disso”, pondera, assinalando que a maioria das pessoas deseja uma decoração durável. “Assim, é melhor investir numa base neutra e reservar as tonalidades vibrantes para detalhes.”

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